3° Beijo no asfalto

BEIJO NO ASFALTO

a partir do original de Nelson Rodrigues

Estreia a 13 de Dezembro de 2005 no cine-teatro de Serpa.

Fernanda Montenegro ainda não era a grande dama do teatro brasileiro quando insistiu para que Nelson Rodrigues escrevesse uma peça para o seu grupo de atores. A peça O Beijo no Asfalto, um dos maiores êxitos do teatro brasileiro foi inspirada na história verídica de um jornalista do jornal “O Globo” que foi atropelado por um “arrasta-sandália”, espécie de autocarro antigo. No chão o velho jornalista percebeu que estava perto da morte e pediu um beijo a uma jovem que tentava socorrê-lo.

Beijo no Asfalto tem uma história simples mas nada convencional. Na Praça da Liberdade, um homem é atropelado e, antes de morrer, pede ao desconhecido Armando, que passava casualmente e correu para socorrê-lo, que lhe dê um beijo na boca. O jovem Armando, generoso e inocente, beija o acidentado. Porém, outro transeunte ocasional, Piedade Ribeiro, uma jornalista sem escrúpulos, vê no gesto de Armando a oportunidade de forjar uma história que aumentaria em muito as vendas do jornal onde trabalha.

Beijo no Asfalto – é o grande título do jornal Última Hora. “Armando e o atropelado eram amantes”. A partir desse falso relato, começa a tragédia de Armando.


Por detrás de uma história aparentemente simples, Beijo no Asfalto discute questões fundamentais à condição humana. Nelson Rodrigues aproveitou o beijo espontâneo dado por Armando, um homem de coração puro, no atropelado, para fazer um libelo contra a falsidade, a fragilidade humana, o juízo baseado nas aparências e as convicções erradas por parte da sociedade.

OU

Sinopse

Na Praça da Liberdade, um homem é atropelado e, antes de morrer, pede ao

desconhecido Armando, que passava casualmente e correu para socorrê-lo, que lhe

dê um beijo na boca. O jovem Armando, generoso e inocente, beija o acidentado.

Porém, outro transeunte ocasional, Piedade Ribeiro, uma jornalista sem escrúpulos, vê

no gesto de Armando a oportunidade de forjar uma história que aumentaria em muito

as vendas do jornal onde trabalha.

O Beijo no Asfalto” – é o grande titulo do jornal Última Hora. “Armando e o atropelado

eram amantes”. A partir desse falso relato, começa a tragédia de Armando.

Ficha técnica

Encenação – Rui Ramos Direcção de Produção – Telma Saião Cenografia e Figurinos – Sara Machado da Graça Direcção Técnica e Desenho de Luz – Mafalda Oliveira Interpretação – Marco Ferreira, Pedro Ramos, Rui Ramos, Sandra Serra, Sónia Botelho, Susana Nunes e Susana Romão.

Duração:

Classificação:


15° Crisíadas - para pior antes assim

23ª produção alteatro

Portugal viveu uma época áurea e gloriosa quando criou a primeira aldeia global e a primeira world wide web comercial e de conhecimento. Por isso Camões resolveu descrever essa grande epopeia portuguesa n’ Os Lusíadas.

Mas, excetuando esse período, Portugal tem vivido, quase ininterruptamente desde a sua criação, num recorrente estado de crise social, política e económica. Bastante agravado neste início de séc. XXI. Por isso resolvemos descrever esta grandessíssima epopeia portuguesa atual nas Crisíadas.

Crisíadas é uma espécie de Café-teatro Cómico Cabareteiro com Canções, cheio de Crítica, social e política, concebido em Criação Coletiva.

Falamos de nós, dos nossos costumes e características, da nossa autocomiseração e saudade, do eterno sebastianismo e do desenrasca, dos nossos sonhos e esperança na mudança, da nossa cultura do sul, do sol, do calor, da festa.

Ah! E afirmamos – Para pior antes assim!?
Será?

Criação Coletiva
Dramaturgia e Direção: Pedro Ramos
Interpretação: André Pedro Roussel, Pedro Ramos, Telma Saião
Participação Especial: Ana Carrasco, Fátima Mestre, Helena Ávila, Manuel João Saião, Rita Tubal Afonso, Rui Ramos, Samuel Saião, Susana Romão
Luz, Som e Operação Técnica: Paulo Troncão
Videoplastia: Pedro Frazão
Coreografia: Susana Romão
Dispositivo Cénico, Adereços, Figurinos, Luz, Som, Fotografia, Cartaz Coletivo, com apoio de Ana Carrasco, Ana Marta Piroleira
Agradecimentos: Sandra Serra, Sara Romão
Apoios Direção Regional de Cultura do Algarve, BAAL17, Pompom Associação

M/ 12 anos
70 min. aprox.
Entrada livre

16° SABINA

D. Maria, dona da maior fortuna do Algarve, conservadora e somítica, vê o seu único filho casar com uma estrangeira, a livre e progressista Sabina. O atrito entre elas é inevitável e pode ter graves consequências. Vinda das grandes metrópoles, Sabina estranha alguns hábitos e formas de estar, de ver o mundo, sobretudo os da sua sogra e do seu séquito de seguidores. O confronto é iminente, a luta do antigo contra o recente, novamente, a explosão latente.


“Sabina” é uma comédia satírica, repleta de situações cheias de crítica e humor. Adaptação para o séc. XXI da única obra teatral do escritor algarvio e ex-Presidente da República, Manuel Teixeira Gomes, que nos apresenta, sem pudor, com humor e ironia, algumas características, hábitos e costumes bem portugueses.

24ª produção AL Teatro

Adaptação de “Sabina Freire” de Manuel Teixeira Gomes
Dramaturgia e Encenação_ Pedro Ramos
Interpretação_ Ana Bárbara Soares, André Cabrita, Filipe Gonçalves, Jorge Freitas, Lisete Martins, Miguel Telmo, Neuza Correia e Pedro Ramos
Figurinos_ Miguel Morazzo
Cenografia_ Pedro Ramos e Tó Quintas
Sonoplastia_ Coletivo e Susana Nunes
Costura_ Atelier Maria Gonzaga
Produção, Fotografia e Operação técnica_ Hugo Fernandes
Fotografia do cartaz_ Paulo Tomé
Design gráfico_ Verónica Guerreiro
Video_ Nuno Fernandes

Classificação: M/12

Duração: 80 minutos

SABINA, 24ª produção AL Teatro from AL Teatro on Vimeo.